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Padrão de conformidade PSAV-parceiro

O padrão liga três lados:

  1. A SPSAV autorizada pelo Banco Central, que é a patrocinadora;
  2. A empresa cripto ou RWA sem autorização, que atua como prestadora de serviço relevante contratada pela SPSAV, por conta e sob as diretrizes dela. A SPSAV permanece responsável (Res. BCB 520/2025, arts. 35 e 36);
  3. A blockchain, onde a trilha de conformidade é selada e, quando a rede permite, provada nativamente.

O parceiro adota o padrão e recebe um passaporte de conformidade: uma atestação selada na rede, com tier, versão das regras e validade. A SPSAV usa o passaporte para apoiar a diligência que a Res. BCB 520 exige sobre prestadores contratados (arts. 32 a 42 e 47) e acompanha seus parceiros em um painel. O público confere só o veredito, nunca a evidência.

Escopo honesto

Esta versão é um padrão de prontidão e supervisão de parceiros, com segregação verificável na rede. Não é "compliance VASP completo". Ficam no roteiro, explicitamente:

  • programa de PLD/FT operacional;
  • Travel Rule com troca de mensagens entre VASPs;
  • envio de remessas ao STA do BCB.

Tudo roda em testnet/devnet. O passaporte apoia a diligência da SPSAV, mas não a substitui, e não substitui a auditoria independente bienal do art. 30, III. Nada aqui é parecer jurídico.

Por que agora​

DataFonteO que acontece
30/10/2026Res. BCB 520, art. 88, I (270 dias da vigência em 02/02/2026)Prazo para quem já opera pedir autorização
06/11/2026Res. BCB 520, art. 91 (redação da Res. BCB 589/2026)Instituições autorizadas deixam de operar com contraparte PSAV não autorizada
02/02/2028Res. BCB 520, art. 89, § 3ºTravel Rule obrigatória para todas as PSAV autorizadas

Quem não estiver autorizado até lá só participa do mercado como prestador contratado de uma SPSAV autorizada.

Como funciona​

De onde vem cada veredito​

Todo passaporte mostra quanto do veredito veio de cada origem:

OrigemO que significaExemplo
MáquinaQualquer pessoa pode reproduzir lendo a mesma rede, no mesmo blocosegregação por cliente lida na Solana; controle de upgrade do programa
Revisor humano nomeadoUma pessoa identificada assina o veredito com a própria chavecláusula contratual de acesso do BCB (art. 40)
Terceiro independenteLaudo de auditor ou parecer, referenciado e seladoauditoria bienal de segregação (art. 30, III)

Regras do servidor:

  • O revisor só decide regras humanas ou de terceiro. Ele não altera regra de máquina e não reverte um FAIL do servidor (documento ausente continua ausente).
  • A assinatura vale para um run e uma versão das regras. Ela não pode ser reaproveitada em outro run nem em outra versão do pack.
  • Revisor com relação declarada com o parceiro fica bloqueado.

Regras do v1​

psav-partner-br@1.0.0: o que a SPSAV verifica no parceiro.

RegraDispositivo
Serviço relevante classificadoRes. BCB 520/2025, art. 33
Verificação prévia do contratadoart. 34
Atuação por conta e sob diretrizes da SPSAVart. 35
Vedação de cobrança direta do clienteart. 37
Acesso do BCB ao contratadoart. 40
Informação ao clienteart. 41
Diretor responsávelart. 42
Conhecimento do parceiroart. 47

psav-safeguard-br@1.1.0: segregação e reservas.

RegraDispositivoOrigem
Recursos de clientes em contas individualizadasart. 28humano
Separação de ativos virtuais por clienteart. 29máquina (lida na rede)
Prova de reservaart. 30, IIhumano (valores declarados, não lidos da rede)
Auditoria independente bienalart. 30, IIIterceiro
Vedação de uso de ativos de clientesart. 31humano
Remessa 5710 (provas de reservas)IN BCB 713/2026, art. 3ºmáquina

Tiers e validade​

TierO que exigeValidade
tier1-machine-onlyPASS em todas as regras de máquina, com ao menos uma; a parte documental fica pendente365 dias
tier1PASS em todas as regras (as humanas, com revisão assinada)365 dias
tier2 / tier3supervisão contínua (roteiro)31 dias

Um passaporte sem novo run dentro da janela expira sozinho: silêncio nunca conta como válido. Quando o passaporte é suspenso, expira ou é revogado, o patrocínio é suspenso e a SPSAV é notificada.

Predicados nativos por rede​

Regra abstrataSolana (v1)StellarMidnight
Segregação por clientenativo: token account própria, mint e titular conferidosatestado (roteiro: conta/trustline)atestado (roteiro: partição ZK)
Controles do emissornativo: freeze authority e permanent delegate (Token-2022)roteiro: AUTH_REQUIRED/clawback, SEP-8n/a
Controle de upgrade do programanativo: upgrade authority do loaderroteiro: admin do contraton/a

Se a rede estiver indisponível, o veredito é REVIEW, nunca PASS.

API​

MétodoRotaAcesso
POST/api/v1/attestation/submit (use_case_id: psav_partner_br_v1 ou vasp_por_br_v1)chave
POST/api/v1/psav/passports/preparechave (dono do envio)
POST/api/v1/psav/passportschave (dono do run)
GET/api/v1/psav/passports/:idpúblico, sem evidência
POST/api/v1/psav/sponsorships, /:id/consentchave (SPSAV propõe; só o parceiro consente)
GET/api/v1/psav/sponsorshipschave (painel da SPSAV)

Verificação pública no navegador: https://dpo2u.com/verify/passport/<id>.

Perguntas em aberto​

Estes pontos não bloqueiam o uso técnico do padrão:

  1. Onde está, na prática, a fronteira entre o prestador contratado do art. 35 e um aluguel de licença disfarçado?
  2. Diante do art. 37, o parceiro pode pagar a DPO2U diretamente, ou a cobrança precisa passar pela SPSAV?
  3. A diligência do art. 34 pode se apoiar em atestação de terceiro, ou ela só a subsidia?
  4. Quais são as "formas expressamente autorizadas" de exceção ao art. 91? O texto não as enumera.
  5. Depois de 06/11/2026, uma SPSAV ainda em processo de autorização pode ser patrocinadora?

Fontes primárias: textos oficiais das Res. BCB 519, 520, 521, 552 e 589 e da IN BCB 713, levantados em 02/10/2026.